Caminhante Diurno
Já passou.

Já passou.

dropsfal:

Desculpa aí
Teretetê, gente que eu amo e admiro, desembesta a compartilhar aqueles textos “antigamente nós não tínhamos celulares, mas tínhamos tempo e amor e conversas em família e hoje os relacionamentos são tolos e fúteis e não passam de nominhos-que-piscam-na-tela e blablablá”.
Mano, vou te bater a real porque eu te amo e te admiro: isso é mentira.
Nós nunca tivemos tempo pra porra nenhuma. Nós nunca fomos felizes. Pelo menos, não mais felizes. Nossas famílias nunca foram refúgios de amor e paz. Pelo menos, não mais do que são — ou não são — hoje. Nunca, nunca, nunca.
Esses tempos aí que você venera, esses tempos dos quais falam essas porras desses textos escritos por filosofinhos com cara de vovô e especialistas em sabe Deus o quê, eram cheios de dor, de medo, de miséria, de horrores, exatamente como agora. Exatamente como agora.
Sempre fomos pequenos, sempre fomos vãos, nossas vidas sempre não-foram, não-significaram, não-acrescentaram.
Você sente saudade, porque você era mais feliz ou porque você acha que era mais feliz — não porque “eram tempos melhores”. Não eram. O mundo sempre foi um horror. Você não sente saudade da época. Sente saudade de si mesmo ou, da fantasia que faz do que você seria — naquele tempo.
Você está com saudade de você. Tira essa roupa, toma um banho morninho, bota um pijama gostoso, toma um tódi e fica quietinho no sofá, na rede, só pensando, pensando, com você mesmo. ♥♥ 
Não existe uma melhor versão de você, meu nego. Você é a sua melhor versão, hoje, há 30 anos ou daqui a uma década. E creia, isso é tanto, tanto.
Desculpa aí.

dropsfal:

Desculpa aí

Teretetê, gente que eu amo e admiro, desembesta a compartilhar aqueles textos “antigamente nós não tínhamos celulares, mas tínhamos tempo e amor e conversas em família e hoje os relacionamentos são tolos e fúteis e não passam de nominhos-que-piscam-na-tela e blablablá”.

Mano, vou te bater a real porque eu te amo e te admiro: isso é mentira.

Nós nunca tivemos tempo pra porra nenhuma. Nós nunca fomos felizes. Pelo menos, não mais felizes. Nossas famílias nunca foram refúgios de amor e paz. Pelo menos, não mais do que são — ou não são — hoje. Nunca, nunca, nunca.

Esses tempos aí que você venera, esses tempos dos quais falam essas porras desses textos escritos por filosofinhos com cara de vovô e especialistas em sabe Deus o quê, eram cheios de dor, de medo, de miséria, de horrores, exatamente como agora. Exatamente como agora.

Sempre fomos pequenos, sempre fomos vãos, nossas vidas sempre não-foram, não-significaram, não-acrescentaram.

Você sente saudade, porque você era mais feliz ou porque você acha que era mais feliz — não porque “eram tempos melhores”. Não eram. O mundo sempre foi um horror. Você não sente saudade da época. Sente saudade de si mesmo ou, da fantasia que faz do que você seria — naquele tempo.

Você está com saudade de você. Tira essa roupa, toma um banho morninho, bota um pijama gostoso, toma um tódi e fica quietinho no sofá, na rede, só pensando, pensando, com você mesmo.  

Não existe uma melhor versão de você, meu nego. Você é a sua melhor versão, hoje, há 30 anos ou daqui a uma década. E creia, isso é tanto, tanto.

Desculpa aí.

dropsfal:

Beatrix Potter

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Beatrix Potter

dropsfal:

Sempre. Impressionante. Sempre.

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Sempre. Impressionante. Sempre.